Cruce de Los Andes – Capitulo 4
Posted: March 2nd, 2009 | Author: Alessandro Dreyer | Filed under: Cruce de Los Andes, Provas, Relatos | Tags: Cruce, Cruce de Los Andes, Maratona | 1 Comment »Depois de ter encarado meia prova, tinha ainda mais de 20 km pra encarar com o joelho duro e a mão congelada.
A luva que a menina da organização me emprestou ajudou bastante, não foi o suficiente para deixar minha mão 100%, mas pelo menos diminuiu o desconforto. Já o joelho continuava piorando e limitava muito o movimento, o que me fez começar a caminhar em alguns trechos para aliviar a dor, e consequentemente já me fez abandonar aquele projeto inicial de 4h 30min, ali eu comecei a pensar em fazer em 5 horas.
Nesta hora eu era o 4º atleta e a argentina que antes corria na minha frente estava uns 100 metros atrás de mim – e também já caminhava em alguns trechos -. Apesar da dor decidi que não deixaria ela me ultrapassar, era uma forma de me manter correndo o máximo tempo possível e completar a prova em um tempo menor do que se “largasse a prova de mão”.
Água do degelo depois do dia amanhecer no Cruce de Los Andes
Passei no km 25 com mais ou menos 3h e 15min – com este tempo na maratona de Porta Alegre e na de Punta del Este eu estava no km 39 -. Nesta hora já comecei a enjoar do Gel (pra quem não conhece é um sache de nutrientes que contém carboidrato, sódio, potássio, entre outros que a gente perde durante a prova) e também não conseguia tomar muito gatorade, tudo isso provavelmente por causa da intoxicação do dia anterior.
Perto do km 27 a ambulância da organização passou por mim para ver como eu estava, falei da dor no joelho, mostrei minhas mãos e perguntei senão tinham um remédio para dor. Só que como eu estava muito tempo sem dormir e bem desidratado eles acharam perigoso qualquer remédio porque poderia me dar muito sono, preferiram então me dar uma joelheira que ajudaria a aliviar a dor porque esquentaria o joelho, já para as mãos não podiam fazer nada e eu também não corria nenhum risco. Aproveitaram para conferir a glicose que estava perfeita e a oxigenação que não tinha como estar melhor, 100% a mais de 2.300 metros de altitude, isto é, estava respirando normalmente. Como parei uns 5 minutos para fazer tudo isso, a atleta argentina me passou, tinha então um novo objetivo, alcançar ela.
Uns 10 minutos depois de colocar a joelheira já estava bem melhor, a dor já era bem suportável e eu já conseguia correr em uma velocidade média de 6 min/km. Perto do km 29 passei pela aduana Chile / Argentina, ali estava o Abayuba dando muito apoio e correndo uns 200 metros comigo e o Aníbal que fez toda cobertura da prova, foi bom receber o apoio deles e deu pra dar um gás mais. Nesta hora também já não fazia tanto frio, a temperatura devia estar perto dos 8º da largada.
Já não fazi
Postado por Alessandro Dreyer, Porto Alegre
Grande dreyer. Fiz esse trajeto das cordilheiras agora nas minhas ferias (mas como nao sou tao maluco como tu, fiz de carro mesmo – hehehehe). A cordilheira é impressionante, nao tem como nao ficar abismado diante da imponencia das montanhas. E cara, andar a pé nessa altura ja cansa, que posso dizer de quem corre 42 km? Parabens mesmo, sensacional!!!!