Brasil sofre afronta na Jungle Marathon …

Posted: October 14th, 2009 | Author: | Filed under: Provas | Tags: , , | 1 Comment »
Marcio Villar

Marcio Villar

O ultramaratonista brasileiro Márcio Villar sofreu duro golpe na semana passada, no momento que estava fazendo o check-in no aeroporto para embarcar para a corrida foi avisado que sua passagem tinha sido cancelada pela organização da prova (responsável pela viagem). No dia anterior ao embarque ainda conversei com o Márcio que apesar de estar preocupado com os equipamentos que ainda faltavam, estava muito empolgado e confiante na vitória. Abaixo o texto retirado do blog do próprio Márcio (http://www.marciovillar.com).

Uma atitude arbitrária deixa de fora da Jungle Marathon Marcio Villar, um dos favoritos da prova de resistência na selva amazônica.

Márcio Villar, representante do Brasil entre atletas de mais de 22 países, foi ultrajado pela Organização da Jungle Marathon 2009, prova que se inicia no próximo dia 10 de outubro, no Pará.

O único ultramaratonista do planeta a completar a World Bad Cup, finalizando as três mais difíceis ultramaratonas do mundo – a BR 135, nas montanhas, a Badwater, no deserto de Mojave, Califórnia, e a Arrowhead, na neve, em Minessota –, Marcio Villar, que já participou também das edições de 2006 e 2008 da Jungle Marathon, sofreu o vitupério ou a afronta de ter suas passagens canceladas para a viagem a Santarém, de maneira arbitrária e sem aviso prévio, por parte da Sra Shirley, organizadora do evento.

Tamanha falta de respeito com um super atleta brasileiro causou profunda indignação em todos os que admiram e respeitam o ultramaratonista Marcio Villar, já que se evidenciou nessa torpe atitude da organizadora mais do que ignorância no que tange ao elementar das relações morais e éticas, mas sobretudo destacou-se a insensibilidade dessa empresária com o fairplay, inestimável no mundo dos esportes.

Como não houve espaço para nenhuma manobra de última hora a fim de resolver-se o problema, indubitavelmente, ao iniciar-se a edição de 2009 da Jungle Marathon, a ausência de Márcio Villar será sentida por todos aqueles companheiros da família ultramaratona que se ressentem cada vez que um de seus membros é acometido por qualquer tipo de animosidade ou insulto. E aqueles que acompanham ou vivem os esportes radicais compreendem o que significa um atleta treinar absurdamente, porque tudo o que se refere a ultras é amplificado e superlativo, durante meses a fio, com investimentos altos em tempo, energia e dinheiro, para que, às vésperas de apresentar-se pronto na linha de chegada como um competidor em condições de brigar pelo título de campeão, ser barrado no check in ao descobrir que a organização cancelou as passagens aéreas numa atitude de franco insulto.

Diante de uma situação absurda como essa, não resta nada mais do que buscar as vias legais para que o super atleta Márcio Villar possa ver-se retratado minimamente de um ultraje dessa dimensão. Não se pode admitir que uma empresa estrangeira seja beneficiada por toda a hospitalidade e por toda a exuberância do nosso país, e consiga sair incólume de uma ofensa grave dirigida a um atleta brasileiro, que defende as cores da nossa bandeira. Não se vai admitir que qualquer outro atleta possa ser atacado invectivamente como aconteceu com Márcio Villar.

Nossas almas ainda estão acesas com as comemorações pela importante conquista do Brasil e do Rio de Janeiro em sediar o maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos de 2016, cuja responsabilidade atribuída à nossa nação demonstra a força dos representantes brasileiros no cenário mundial dos esportes. Nesse espírito de soberania e orgulho nacional, cresce ainda mais nosso repúdio para os atos de agravo cometidos pela Sra Shirley com o atleta carioca Márcio Villar, o qual tantas vezes já representou o Brasil em provas de resistência importantíssimas nas quais somente os melhores do mundo tem salvo-conduto para participar.

Por mais que se procurem razões para explicar o que pode ter acontecido, certamente esse triste episódio vai ficar impresso na memória esportiva como uma grave afronta a um destacado ultramaratonista do Brasil que dá o sangue e a alma para, com orgulho, enaltecer a nossa bandeira e a força da raça brasileira nas mais extremas e difíceis provas que ultrapassam os limites das condições físicas humanas.

A edição 2009 da Jungle Marathon, antes mesmo de iniciar-se, já está marcada pelo estigma do abuso, da injúria, da afronta, do agravo, da desfeita, tudo o que destoa absurdamente do poderoso espírito que amálgama os laços entre os atletas de esportes extremos. Com consternação e dor, cada um dos amigos de Márcio Villar, neste momento, externa sua tristeza por receber a notícia de que nada poderá apagar a mácula deixada pela Sra Shirley na história da Jungle Marathon.


One Comment on “Brasil sofre afronta na Jungle Marathon …”

  1. 1 JOSÉ VALDENIS FERNANDES said at 9:31 am on October 29th, 2009:

    Olá, Marcio. Eu sou de Santarém-pa, Sargento da Policia Militar do Pará. Sou atleta e já participei de Campeonato Brasileiro e Sul Americano de Atletismo Master, com Medaldalhas em ambos as competições. Eu sei muito bem o que é competir na JUNGLEMARATHON. Em 2004, fui o 10º colocado. Em 2006, como você tem conhecimento, fui o 3º colocado geral, porém penalizado pela organização com 8 horas do meu tempo obitido, caindo para a 8ª colocação. Na ocasião, vi você sendo penalizado por ter tomado uma bolsa de soro. Esse ano, agora em outubro, voltei a competi nessa louca aventura, porém obtive a 6ª Colocação entre os Brasileiros e 11ª no geral.
    Perdi apenas para competidores já vencedores dessa e de outras Ultramaratonas. Mas confesso que não entendi o que acontece que dividiram uma classificação para os atletas paraenses e outra para os demais competidores. Consultando o regulamento, não é divulgado premiação. Que competição é essa, com atleta de todo o planeta, correndo no extremo, sem ganhar nada. Cabe a Federação Brasileira de Atletismo investigar o que está acontecendo, e dar uma solução para tais casos. Meus protestos para a Organização e sentimentos ao Marcio Villar.
    Um abraço: JOSÉ VALDENIS


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