Provas

Correndo 12 horas, antes das 24 …

Posted in 24h FNRJ, Calendário, Provas on October 26th, 2009 by Dreyer – 4 Comments

Dias 28 e 29 de novembro correrei às 24 horas dos Fuzileiros Navais no Rio de Janeiro, mas duas semanas antes vai ter um aperitivo aqui em Caxias. Como parte do treinamento, correrei a prova 12 horas em esteira.

A prova que será organizada pelo Paulo Ayres tem como objetivo o revezamento, mas com algumas vagas no individual. Por enquanto eu e o João Gabbardo já estamos confirmados, espero que mais atletas estejam dispostos a encarar a prova individualmente.

Não tenho nem idéia como será ficar todo este tempo sobre uma esteira, inclusive nunca gostei de correr assim, mas vou começar os treinos agora nessas últimas semanas para pelo menos chegar lá aclimatado.


Por enquanto é isso …

Brasil sofre afronta na Jungle Marathon …

Posted in Provas on October 14th, 2009 by Dreyer – 1 Comment
Marcio Villar

Marcio Villar

O ultramaratonista brasileiro Márcio Villar sofreu duro golpe na semana passada, no momento que estava fazendo o check-in no aeroporto para embarcar para a corrida foi avisado que sua passagem tinha sido cancelada pela organização da prova (responsável pela viagem). No dia anterior ao embarque ainda conversei com o Márcio que apesar de estar preocupado com os equipamentos que ainda faltavam, estava muito empolgado e confiante na vitória. Abaixo o texto retirado do blog do próprio Márcio (http://www.marciovillar.com).

Uma atitude arbitrária deixa de fora da Jungle Marathon Marcio Villar, um dos favoritos da prova de resistência na selva amazônica.

Márcio Villar, representante do Brasil entre atletas de mais de 22 países, foi ultrajado pela Organização da Jungle Marathon 2009, prova que se inicia no próximo dia 10 de outubro, no Pará.

O único ultramaratonista do planeta a completar a World Bad Cup, finalizando as três mais difíceis ultramaratonas do mundo – a BR 135, nas montanhas, a Badwater, no deserto de Mojave, Califórnia, e a Arrowhead, na neve, em Minessota –, Marcio Villar, que já participou também das edições de 2006 e 2008 da Jungle Marathon, sofreu o vitupério ou a afronta de ter suas passagens canceladas para a viagem a Santarém, de maneira arbitrária e sem aviso prévio, por parte da Sra Shirley, organizadora do evento.

Tamanha falta de respeito com um super atleta brasileiro causou profunda indignação em todos os que admiram e respeitam o ultramaratonista Marcio Villar, já que se evidenciou nessa torpe atitude da organizadora mais do que ignorância no que tange ao elementar das relações morais e éticas, mas sobretudo destacou-se a insensibilidade dessa empresária com o fairplay, inestimável no mundo dos esportes.

Como não houve espaço para nenhuma manobra de última hora a fim de resolver-se o problema, indubitavelmente, ao iniciar-se a edição de 2009 da Jungle Marathon, a ausência de Márcio Villar será sentida por todos aqueles companheiros da família ultramaratona que se ressentem cada vez que um de seus membros é acometido por qualquer tipo de animosidade ou insulto. E aqueles que acompanham ou vivem os esportes radicais compreendem o que significa um atleta treinar absurdamente, porque tudo o que se refere a ultras é amplificado e superlativo, durante meses a fio, com investimentos altos em tempo, energia e dinheiro, para que, às vésperas de apresentar-se pronto na linha de chegada como um competidor em condições de brigar pelo título de campeão, ser barrado no check in ao descobrir que a organização cancelou as passagens aéreas numa atitude de franco insulto.

Diante de uma situação absurda como essa, não resta nada mais do que buscar as vias legais para que o super atleta Márcio Villar possa ver-se retratado minimamente de um ultraje dessa dimensão. Não se pode admitir que uma empresa estrangeira seja beneficiada por toda a hospitalidade e por toda a exuberância do nosso país, e consiga sair incólume de uma ofensa grave dirigida a um atleta brasileiro, que defende as cores da nossa bandeira. Não se vai admitir que qualquer outro atleta possa ser atacado invectivamente como aconteceu com Márcio Villar.

Nossas almas ainda estão acesas com as comemorações pela importante conquista do Brasil e do Rio de Janeiro em sediar o maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos de 2016, cuja responsabilidade atribuída à nossa nação demonstra a força dos representantes brasileiros no cenário mundial dos esportes. Nesse espírito de soberania e orgulho nacional, cresce ainda mais nosso repúdio para os atos de agravo cometidos pela Sra Shirley com o atleta carioca Márcio Villar, o qual tantas vezes já representou o Brasil em provas de resistência importantíssimas nas quais somente os melhores do mundo tem salvo-conduto para participar.

Por mais que se procurem razões para explicar o que pode ter acontecido, certamente esse triste episódio vai ficar impresso na memória esportiva como uma grave afronta a um destacado ultramaratonista do Brasil que dá o sangue e a alma para, com orgulho, enaltecer a nossa bandeira e a força da raça brasileira nas mais extremas e difíceis provas que ultrapassam os limites das condições físicas humanas.

A edição 2009 da Jungle Marathon, antes mesmo de iniciar-se, já está marcada pelo estigma do abuso, da injúria, da afronta, do agravo, da desfeita, tudo o que destoa absurdamente do poderoso espírito que amálgama os laços entre os atletas de esportes extremos. Com consternação e dor, cada um dos amigos de Márcio Villar, neste momento, externa sua tristeza por receber a notícia de que nada poderá apagar a mácula deixada pela Sra Shirley na história da Jungle Marathon.

Um “salve” para o Queniano…

Posted in Aconteceu, Provas, Relatos, Resultados on September 29th, 2009 by Dreyer – 2 Comments

No último sábado participei da Gramado Adventure Running, a prova era de revezamento e minha equipe era composta pelo Queniano, pelo Guilherme e obviamente eu. Prova muito bacana, organizada pelo Daniel Rech e o pessoal da Running Company.

O percurso era dividido em 3 trechos, o primeiro foi feito pelo Queniano, o segundo e o terceiro trecho eu fiz. Com metade da prova finalizada, estávamos em quarto lugar, mas a tendência era que a partir dali começássemos a ganhar terreno nos trechos mais rápidos, principalmente no 4 e no 6 que seriam feitos pelo Guilherme.

Quando o Queniano voltou a correr, no trecho 5, estávamos em terceiro lugar (visto que a equipe que estava na frente tinha “cortado” caminho no trecho 2 e esperávamos uma punição para eles, estávamos contando como se estivéssemos em segundo lugar). No metade do trecho tinha uma bifurcação e como não tinha placas, o Queniano acabou entrando no caminho errado, perdemos ali quase 25 minutos (contando a velocidade que ele ia, passava um pouco de 6km). Tentando recuperar o tempo perdido ele ainda deu tudo que podia, recuperando duas posições perdidas, entregando para o Guilherme em quarto lugar.

Com todo este esforço, nosso amigo acabou tomado por muitas cãibras devido à desidratação no fim do trecho, não conseguindo nem caminhar e teve que ser levado para o hospital para repor tudo que tinha perdido.

No último trecho o Guilherme correu muito, mas não conseguiu buscar o terceiro lugar. Depois da prova o Queniano veio se desculpar pela confusão, mas ele merece um “salve” por não ter desistido da corrida depois de ter corrido praticamente 6km que não foram computados.

No fim da prova acabamos ficando em quarto lugar.

Nota: apesar de ser a primeira vez que a prova foi organizada, apresentou pouquíssimas falhas, mas as duas que apareceram prejudicaram – pelo menos para nossa equipe – a imagem de uma corrida que tinha tudo para ser perfeita. Primeiro foi a sinalização que em alguns pontos era pequena demais e em outras inexistia, a segunda e principal, foi a não punição para a equipe que cortou caminho no Lago Negro onde todas as equipes deram duas voltas e apenas o trio que acabou ficando em segundo lugar deu uma.



Por enquanto é isso …

Gramado Adventure Running…

Posted in Calendário, Provas on September 24th, 2009 by Dreyer – Be the first to comment
Largada às 10hrs, dia 26 de setembro.

Largada às 10hrs, dia 26 de setembro.

Neste final de semana acontece em Gramado a 1ª Gramado Adventure Running, corrida de revezamento que envolve vários terrenos. A prova que é organizada pelo meu ex-treinador Daniel Rech tem tudo para se tornar uma das principais provas do estado, tanto pelo percurso quanto pela organização.

Desde que a prova foi anunciada, prometi pro Dani que iria encará-la mesmo que fosse individual como um treino de luxo para outra competição. E é praticamente isso que vai acontecer, a prova servirá como um treino de subidas, já que meu foco é total nas 24h dos Fuzileiros Navais em novembro. O que eu não esperava é que fosse fazer em trio e que os outros dois integrantes da equipe fossem tão fortes.

A equipe será formada por mim, Queniano e Guilherme Hummel, o Guilherme ultimamente tem feito 10k tranquilamente abaixo de 33, já o Queniano quando treinava fazia 32, mas agora está um tempo sem treinar. A equipe tem tudo pra terminar a prova bem.

É isso aí então, se estiver na serra no final de semana, dá um pulo sábado em Gramado. A prova tem previsão de início às 10 da manhã e as primeiras equipes devem terminar o percurso um pouco abaixo de 4 horas.

Por enquanto é isso …

K42 Series em Bombinhas …

Posted in Provas, Relatos on August 18th, 2009 by Alessandro Dreyer – 1 Comment

no último final de semana aconteceu em Bombinhas uma etapa da série mundial k42, maratona de aventura. Eu não participaria da prova porque estava me preparando para a Maratona de Foz do Iguaçu e os longões ainda nem tinham começado.

Mas exatamente nove dias antes da prova, o Túlio, grande amigo e incentivador da minha entrada no mundo das ultramaratonas, me ligou pedindo para eu correr no lugar dele porque teria que abandonar a prova por motivos de saúde. Aceitei para representar meu grande amigo e obviamente para participar de uma prova que tinha tudo pra ser uma grande festa.

Chegamos em Bombinhas na Sexta (14) onde aconteceria o simpósio técnico, depois de algumas mudanças no regulamento, como por exemplo a permissão de correr sem mochila de hidratação já que teria ponto de hidratação a cada 5km, estávamos prontos para a largada no dia seguinte.

Como eu nunca tinha treinado com a mochila, optei por correr sem ela já que teríamos – de acordo com a organização – água de 5 em 5km. A largada atrasou 20 minutos e largamos às 08h20min para os 42km de muita subida, descida, trilhas, areia fofa e pedras.

Pedras depois do km 35 pra dificultar um pouco mais

Pedras depois do km 35 pra dificultar um pouco mais

Pouco depois do km 5 a primeira subida pesada, onde a maioria – 9 entre 10 – optou por subir caminhando. Foram quase 20 minutos de uma quase escalada rumo ao topo do Morro da Antena, depois disso mais um tempo de subidas e descidas por estrada de terra, sempre chegando no topo e sendo premiado com um visual lindo das praias da região. Alguns quilômetros antes da metade da prova começaram as trilhas, estas muito mais difíceis, porque além de serem subidas e descidas muito íngremes, somava-se a lama e buracos para aumentar a dificuldade.

Depois da metade da prova a dificuldade da prova aumentou e consequentemente o ritmo caiu absurdamente. Foi na segunda metade que os problemas da organização começaram a aparecer, muitas subidas que não estavam na altimetria divulgada, falta de fiscais orientando a direção a seguir e principalmente falta de água depois do km 30.

Completei a prova em 7h02min, bem acima do que eu esperava, mas como não tinha feito nenhum treino de fundo, era esperada a quebradeira no final.

Tirando os defeitos da organização, a prova foi ótima pelas pessoas que estavam comigo, então vou registrar aqui a grande amizade do João Gabbardo e da Sabine na viagem de ida e volta, da Lu Sant’Ana que perdeu alguns importantes minutos antes da meia maratona pra me levar uma Coca Cola para eu poder corrigir uma hipoglicemia, Alexei e Bellon pelas brincadeiras principalmente na parada da meia maratona para reidratar, do Cirão que mesmo não conseguindo completar a prova estava fazendo festa o tempo inteiro e não da pra esquecer do Túlio que não participou da prova por motivos médicos mas logo estará de volta aos treinos para irmos para o Rio encarar as 24 horas dos Fuzileiros Navais.

Pontos positivos da prova:
- Local;
- Festa de premiação.

Pontos negativos da prova:
- Kit muito fraco para o preço da inscrição (R$ 200,00);
- Falta de água e fiscais na segunda metade da prova;
- Altimetria errada no mapa divulgado;
- Atraso no horário da largada;
- Camiseta de finisher diferente das demais etapas.

Por enquanto é isso …

Ainda o Cruce de Los Andes …

Posted in Cruce de Los Andes, Provas, Relatos on March 9th, 2009 by Alessandro Dreyer – 3 Comments

ainda aproveitando o Cruce de Los Andes,  na semana passada o Miguel da equipe Multimídia aqui da RBS fez um “clipe” com algumas imagens do Cruce, o resultado não podia ser melhor.


Por enquanto é isso …

Cruce de Los Andes – Final

Posted in Cruce de Los Andes, Provas, Relatos on March 3rd, 2009 by Alessandro Dreyer – 3 Comments

Chegou ao fim a novela pessoal, evitei colocar tudo em um post só para não ficar muito extenso (não que não tenha ficado, mas em um post só seria demais).

Com a minha parte do Cruce superada não via a hora de me deitar em uma cama tranquilamente para poder descansar de verdade pela primeira vez em 4 dias, afinal já estávamos na tarde de sábado e a última vez que tinha dormido de verdade foi da terça pra quarta ainda no Brasil.

Abaixo um vídeo simulado os 42km 195m que eu corri durante a prova, largando com aproximadamente 1.600m de altitude e chegando em 2.900m.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=k3q8SlpldCc&hl=pt-br&fs=1]

Depois de mais ou menos 3 horas em Van cheguei no alojamento que estávamos, almocei e dormi até o dia seguinte. Acordei praticamente recuperado, então era hora de pegar a Van com destino a San Juan, local da chegada do último competidor, que na nossa equipe seria o Mariano.

Alessandro Dreyer - Bandeira do Inter Cruce de Los Andes

Uma corridinha com o manto sagrado na última etapa do Cruce de Los Andes

Enquanto eu descansava cinco dos nossos correram, no trecho 5 foi o Guilherme Moravia (Brasil), depois foi o Rodrigo (Argentina) que não terminou o percurso por causa do frio já que estava a mais de 4800 de altitude e com o corpo bem desidratado foi retirado da prova pela organização, o Edgar (México) fez o trecho 7, o Bellon fez o 8 e o Abayuba fez o 9.

Quando estávamos indo em direção a San Juan passamos pelo Alexei (Brasil) que fazia o trecho dele, depois foi a vez do Flávio (Brasil) e por último o Mariano (Argentina) que fechou a corrida. A chegada foi emocionante, toda a equipe (com exceção dos Fernandos que tiveram que voltar para Buenos Aires) correndo junto com o Mariano para fechar os 504km do Cruce de Los Andes.

Bandera al Cielo depois do Cruce de Los Andes

Equipe reunida depois do Cruce de Los Andes, de azul o Dr Martin que nos acompanhou em toda prova

Depois da chegada um almoço pra comemorar com direito a muita cerveja e empada argentina, afinal somos atletas mas depois do objetivo alcançado era hora de comemorar. Pra finalizar depois disso um coquetel oferecido pela organização para entrega da premiação.

<div style="border: 1px solid rgb(221, 221, 221); margin: 10px 0pt; width: 500px; -moz-border-radius-bottomleft: 3px; -moz-border-radius-bottomrig

Postado por Alessandro Dreyer, Porto Alegre

Cruce de Los Andes – Capitulo 4

Posted in Cruce de Los Andes, Provas, Relatos on March 2nd, 2009 by Alessandro Dreyer – 1 Comment

Depois de ter encarado meia prova, tinha ainda mais de 20 km pra encarar com o joelho duro e a mão congelada.

A luva que a menina da organização me emprestou ajudou bastante, não foi o suficiente para deixar minha mão 100%, mas pelo menos diminuiu o desconforto. Já o joelho continuava piorando e limitava muito o movimento, o que me fez começar a caminhar em alguns trechos para aliviar a dor, e consequentemente já me fez abandonar aquele projeto inicial de 4h 30min, ali eu comecei a pensar em fazer em 5 horas.

Nesta hora eu era o 4º atleta e a argentina que antes corria na minha frente estava uns 100 metros atrás de mim – e também já caminhava em alguns trechos -. Apesar da dor decidi que não deixaria ela me ultrapassar, era uma forma de me manter correndo o máximo tempo possível e completar a prova em um tempo menor do que se “largasse a prova de mão”.

Alessandro Dreyer - Depois do dia amanhecer no Cruce de Los Andes

Água do degelo depois do dia amanhecer no Cruce de Los Andes

Passei no km 25 com mais ou menos 3h e 15min – com este tempo na maratona de Porta Alegre e na de Punta del Este eu estava no km 39 -. Nesta hora já comecei a enjoar do Gel (pra quem não conhece é um sache de nutrientes que contém carboidrato, sódio, potássio, entre outros que a gente perde durante a prova) e também não conseguia tomar muito gatorade, tudo isso provavelmente por causa da intoxicação do dia anterior.

Perto do km 27 a ambulância da organização passou por mim para ver como eu estava, falei da dor no joelho, mostrei minhas mãos e perguntei senão tinham um remédio para dor. Só que como eu estava muito tempo sem dormir e bem desidratado eles acharam perigoso qualquer remédio porque poderia me dar muito sono, preferiram então me dar uma joelheira que ajudaria a aliviar a dor porque esquentaria o joelho, já para as mãos não podiam fazer nada e eu também não corria nenhum risco. Aproveitaram para conferir a glicose que estava perfeita e a oxigenação que não tinha como estar melhor, 100% a mais de 2.300 metros de altitude, isto é, estava respirando normalmente. Como parei uns 5 minutos para fazer tudo isso, a atleta argentina me passou, tinha então um novo objetivo, alcançar ela.

Uns 10 minutos depois de colocar a joelheira já estava bem melhor, a dor já era bem suportável e eu já conseguia correr em uma velocidade média de 6 min/km. Perto do km 29 passei pela aduana Chile / Argentina, ali estava o Abayuba dando muito apoio e correndo uns 200 metros comigo e o Aníbal que fez toda cobertura da prova, foi bom receber o apoio deles e deu pra dar um gás mais. Nesta hora também já não fazia tanto frio, a temperatura devia estar perto dos 8º da largada.

Já não fazia mais tanto frio apesar de ter neve no topo das montanhas

Já não fazi

Postado por Alessandro Dreyer, Porto Alegre

Cruce de Los Andes – Capitulo 3

Posted in Cruce de Los Andes, Provas, Relatos on February 26th, 2009 by Alessandro Dreyer – 3 Comments

depois de toda preparação, aquecimento e HGT ok, larguei às quatro da manhã para encarar os 42 km 195 metros de muita subida no meio dos Andes. A temperatura era de 8º – nada muito frio para quem já se preparou para a maratona de Porto Alegre na beira do Guaíba -, pouco vento e céu totalmente aberto. A luz durante a prova seria só da lua cheia (a prova é programada para acontecer sempre na lua cheia), já que qualquer tipo de luz artificial era proibido pela organização.

Alessandro Dreyer antes do Cruce

Último teste de glicose antes da largada para os 42 km da 4ª etapa do Cruce de Los Andes

Larguei só com manguitos para me proteger do frio, mas deixei com a organização luva e agasalho para me entregarem no km 20, que de acordo com minha previsão seria perto das seis da manhã, quando o dia estivesse amanhecendo. Sei que é estranho, e pra mim na hora que me disseram também foi, mas de acordo com o pessoal que vivia na região o nascer do sol faria a temperatura cair absurdamente.

A largada foi a 1530 metros de altitude, nada que causasse qualquer efeito colateral – aqueles que os jogadores de futebol adoram “criar” em jogos na altitude -, minha única preocupação na hora era em relação à alimentação que não foi das melhores na véspera da prova, incluindo o café da manhã (ou da madrugada) pré-prova que foi apenas duas barras de cereal com gatorade. Outra preocupação era a escuridão da madrugada.

Os primeiros quilômetros de corrida seriam no asfalto com algumas pedras na pista que caíam das montanhas e quase nenhum tráfego de carros. Logo no início dos sete atletas que largaram (duas mulheres e cinco homens), quatro dispararam na frente, seguidos de perto por uma atleta argentina, um pouco atrás dela estava eu e depois de mim o último homem e a última mulher. Estes que dispararam na frente estavam em um ritmo próximo do que normalmente faço uma maratona, mas fui pra lá com a idéia de fazer uma prova bem tranquila para evitar sustos já que seriam quarenta e dois quilômetros só de subida, então segurei a vontade de perseguir eles e segui no meu ritmo.

Mais ou menos dois quilômetros depois da largada, no meio da primeira subida, já ultrapassei um daqueles que largaram no pelotão da frente. Já a atleta argentina estava uns 10 metros na minha frente, resolvi então que ficaria naquele ritmo acompanhando ela, deixando os três que seguiam em ritmo forte dispararem. Fechei os primeiros 5 km com 31 minutos, tempo dentro da minha previsão e que me faria fechar a prova em menos de 4h e 30min que era o objetivo quando comecei a treinar.

Perto do km 7 acabou o asfalto, começou o “chão batido” e comecei a sentir o que seria a prova, estava sozinho no meio dos Andes só com a luz da lua e cuidando pra não torcer o tornozelo nas pedras. Cruzei o km 10 com pouco mais de uma hora, tudo dentro do previsto. Ali os carros da organização já começavam a passar pela gente com o farol alto, isto não era muito bom já que as pupilas estavam dilatadas para melhorar a visão durante a noite, daí vinham os carros, jogavam luz nos olhos e consequentemente fechavam as pupilas, assim era esperar elas dilatarem novamente para enxergar “normalmente”.

Pouco depois do km 10, já com os “nervos” estabilizados, comecei a curtir a prova. A vista era linda, os Andes sob a luz da lua é difícil de explicar, mas me emocionava só de estar ali e ver tudo aquilo. Lembre

Postado por Alessandro Dreyer, Porto Alegre

Cruce de Los Andes – Capitulo 2

Posted in Cruce de Los Andes, Provas, Relatos on February 18th, 2009 by Alessandro Dreyer – 3 Comments

depois de toda a viagem estava todo mundo em Las Flores acertando os últimos detalhes, junto conosco estava o Martin – médico argentino -, seu filho estudante de medicina, outro médico e um bioquímico que fariam todo acompanhamento, dariam apoio caso fosse necessário e recolheriam material de todo mundo para fazer pesquisa sobre o comportamento do organismo de cada um antes, durante e depois da maratona. Jantamos e os primeiros a correr foram descansar para acordar cedo no dia seguinte e partir em direção a La Serena, local da largada.

A noite que deveria ser de descanso foi de preocupação, pouco depois da meia noite começaram os primeiros sinais de que o almoço – lembram do almoço inesquecível? – não fez muito bem. Dos doze que almoçaram, dez apresentavam sinais de intoxicação alimentar, eu fui o primeiro a passar um pouco mal, mas pra minha sorte acordei relativamente bem no dia seguinte, enquanto outros estavam em situação muito pior.

Perto das 8h da manhã, todos que partiriam em direção a La Serena estavam prontos, equipe toda reunida, corrente positiva e partimos de viagem. Fernando Gonzales, Fernando Rodrigues, eu, Guilherme Moravia, o Aba – para dar o apoio necessário – e o Anibal que faria a cobertura da prova. Infelizmente os piores nesta hora eram os dois Fernandos que justamente abririam a prova.

Atletas da Equipe Bandera al Cielo no Cruce de Los Andes

Todo mundo com cara de sono ainda, da esquerda pra direita: Fernandro Rodrigues, Mariano, Rodrigo, Edgar, Fernando Gonzales, Abayuba, Alessandro, Alexei, Bellon, Flávio e Guilherme. Só faltou o Gabriel que foi direto para La Serena.

Iniciamos a viagem que demoraria mais ou menos 6h porque precisávamos subir toda cordilheira em estradas de terra, chegar a 4.800 metros de altitude em Paso de Água Negra e começar a baixar novamente, além disso, tivemos que parar várias vezes por causa do mal estar do pessoal.

Chegamos na Aduana Chilena perto das 15hrs e por causa da falta de tempo, a largada seria às 18hrs e a fronteira fechava às 17hrs, eu e o Guilherme ficamos ali mesmo hospedados com outros corredores já que nossa largada seria perto dali, quem também ficou conosco foi o Anibal para tentar se recuperar, já que estava totalmente desidratado. Os outros pegaram carona com carros que passavam e foram para o local da largada. A van que nos levou até ali voltou pro ponto base para dar apoio aos outros corredores.

Fomos muito bem recebidos pelo pessoal, trocamos muitas experiências com outros corredores, entre eles um brasileiro de minas e um deficiente visual que correria com seu guia. Almoçamos, descansamos, jantamos e fui dormir porque perto das 2h da manhã teria que acordar para ir para o local da largada que pela previsão da organização seria às 4h da manhã.

Duas da manhã tava de pé com tudo pronto pra ir pra largada, mas tive mais uma péssima notícia, minha câmera fotográfica sumiu – todas as fotos que estão aqui são fotos que alguns amigos me mandaram -, só que como não tinha tempo, parti pra largada. Perto das três e meia da manhã chegamos no local da largada.

Tudo pronto e vieram mais duas notícias ruins, já estávamos eliminados da competição na categoria geral, já que o Fernando Gonzales foi retirado da prova pela organização no km 26 e o Fernando Rodrigues no km 36, ambos por desidratação causada pela intoxicação alimentar. Ainda competíamos na descida e no

Postado por Alessandro Dreyer, Porto Alegre