logo depois da maratona passei a pedalar e nadar também, como disse no post anterior pretendo fazer algumas provas de Triathlon em breve – talvez não tão breve assim.
No primeiro treino de bike pedalei 3km e tive que parar por causa de um problema na minha câmera, segundo pedal e me arrastei por 45 minutos, terceiro pedal um pouco mais e assim foi. Lá pelo sexto treino na bike instalei um velocímetro, e pedalei por mais ou menos uma hora e meia, a média de velocidade ficou em 24km/h. Essa velocidade foi aumentando e cheguei a fazer treino com média de 28km/h, mas tudo isso em distância pequena e com poucas reduções.
Depois disso achei que eu estava voando nas duas rodas, pensei que já pedalava quase como corria, achei inclusive que poderia ganhar o Duathlon da Academia Center para iniciantes que vai ser dia 27/07 onde a média de corrida é 4min/km e na bike é de 32km/h (pensei que conseguiria acompanhar).
Quando falei isso pros guris, todos deram risada, falaram que era impossível eu fazer essa velocidade de média em uma distância um pouco mais longa. Eu, alemão cabeção, óbvio que teimei, desafiei, e blábláblá. Os guris marcaram então um treino para o domingo, para testar minhas pernas e ver por quanto tempo eu agüentaria a tal velocidade.
Chega o domingo, 9 da manhã todo mundo (André, Alexandre, Daniel e Japa) no valão – cheguei 10 minutos atrasado mostrando como seria o treino, eu sempre ficando pra trás -, decidimos ir até o Pedágio de Gravataí, pouco mais de 50km ida e volta. Fomos indo, e eu sempre na boa do lado deles, mas nada de apertar o pedal, nada acima de 24 ou 25km/h. Eu achando que estava muito bem, mal sabia que tudo aquilo era porque ainda estávamos em área “movimentada” e por isso eles estavam segurando as pernas. Aproveitaram este tempo também para me dar algumas dicas de pedal também.
Quando pensei que a situação estivesse controlada e eu acabaria o treino dando risadas, chegamos na Free Way e minha casa caiu. O Alexandre (http://naroda.blogspot.com, lá tem a versão dele da história), o Japa e o André partiram numa velocidade relativamente confortável pra eles, mas o alemão que achava que pedalava começou a ficar pra trás, as pernas já começaram a queimar na ida e obviamente não agüentava mais ficar naquele ritmo. O Daniel deu uma segurada pra me arrastar – eu ficava no vácuo dele para poder fazer menos força.
Chegamos no posto do lado do pedágio, paramos para uma água e já começaram as piadas, porque obviamente eu não conseguia ficar nem perto deles. Eu cansado, com as pernas doendo e ainda faltava toda a volta.
Começamos a voltar, tentei acompanhar o ritmo deles mas não durou 5 minutos, fiquei pra trás de novo. Desta vez a distância era tão grande que resolvi passear, até porque não tinha mais força pra tentar pedalar em uma velocidade boa.
Consegui chegar em POA, feliz com o treino, mas destruído, sem conseguir mexer as pernas direito.
Juro que para o próximo treino vou de Motorela pra tentar acompanhar o ritmo dos guris (pra quem não sabe é uma bicicleta com motor)
PS¹: Vale deixar o registro aqui do Rei do Furo, o Alexandre conseguiu furar o mesmo pneu duas vezes.
PS²: Grande parceria do pessoal, um dia eu ainda acompanho vocês o treino inteiro.
Por enquanto é isso …