no último final de semana aconteceu em Bombinhas uma etapa da série mundial k42, maratona de aventura. Eu não participaria da prova porque estava me preparando para a Maratona de Foz do Iguaçu e os longões ainda nem tinham começado.
Mas exatamente nove dias antes da prova, o Túlio, grande amigo e incentivador da minha entrada no mundo das ultramaratonas, me ligou pedindo para eu correr no lugar dele porque teria que abandonar a prova por motivos de saúde. Aceitei para representar meu grande amigo e obviamente para participar de uma prova que tinha tudo pra ser uma grande festa.
Chegamos em Bombinhas na Sexta (14) onde aconteceria o simpósio técnico, depois de algumas mudanças no regulamento, como por exemplo a permissão de correr sem mochila de hidratação já que teria ponto de hidratação a cada 5km, estávamos prontos para a largada no dia seguinte.
Como eu nunca tinha treinado com a mochila, optei por correr sem ela já que teríamos – de acordo com a organização – água de 5 em 5km. A largada atrasou 20 minutos e largamos às 08h20min para os 42km de muita subida, descida, trilhas, areia fofa e pedras.

Pedras depois do km 35 pra dificultar um pouco mais
Pouco depois do km 5 a primeira subida pesada, onde a maioria – 9 entre 10 – optou por subir caminhando. Foram quase 20 minutos de uma quase escalada rumo ao topo do Morro da Antena, depois disso mais um tempo de subidas e descidas por estrada de terra, sempre chegando no topo e sendo premiado com um visual lindo das praias da região. Alguns quilômetros antes da metade da prova começaram as trilhas, estas muito mais difíceis, porque além de serem subidas e descidas muito íngremes, somava-se a lama e buracos para aumentar a dificuldade.
Depois da metade da prova a dificuldade da prova aumentou e consequentemente o ritmo caiu absurdamente. Foi na segunda metade que os problemas da organização começaram a aparecer, muitas subidas que não estavam na altimetria divulgada, falta de fiscais orientando a direção a seguir e principalmente falta de água depois do km 30.
Completei a prova em 7h02min, bem acima do que eu esperava, mas como não tinha feito nenhum treino de fundo, era esperada a quebradeira no final.
Tirando os defeitos da organização, a prova foi ótima pelas pessoas que estavam comigo, então vou registrar aqui a grande amizade do João Gabbardo e da Sabine na viagem de ida e volta, da Lu Sant’Ana que perdeu alguns importantes minutos antes da meia maratona pra me levar uma Coca Cola para eu poder corrigir uma hipoglicemia, Alexei e Bellon pelas brincadeiras principalmente na parada da meia maratona para reidratar, do Cirão que mesmo não conseguindo completar a prova estava fazendo festa o tempo inteiro e não da pra esquecer do Túlio que não participou da prova por motivos médicos mas logo estará de volta aos treinos para irmos para o Rio encarar as 24 horas dos Fuzileiros Navais.
Pontos positivos da prova:
- Local;
- Festa de premiação.
Pontos negativos da prova:
- Kit muito fraco para o preço da inscrição (R$ 200,00);
- Falta de água e fiscais na segunda metade da prova;
- Altimetria errada no mapa divulgado;
- Atraso no horário da largada;
- Camiseta de finisher diferente das demais etapas.
Por enquanto é isso …